Para dias pesados o melhor remédio é rir... Bom, eu continuo descobrindo que foto 3 x 4 é a melhor forma de tombar uma mulher em uma única cajadada. Tive que tirar uma nova carteira de identidade, pq a minha primeira, tirei aos 18 anos e finalmente resolveram achar que estou muito diferente da foto. Fui eu. Levantei cedo, cabelo arrumado, capricho na maquiagem. Pele bem feita, 3 camadas de rímel para valorizar o olhar, blush pra dar cor de saúde, um batom rosa que combina melhor com minha pele. Levando na bolsa, tudo para retocar a maquiagem, afinal não tinha como saber que horas ia ser atendida. Pois é, hj em dia não é mais o fotógrafo de uma biboca que te detona (ao menos a gente podia escolher um fotógrafo melhorzinho), a foto (pausa de pavor) é tirada na hora, por aquelas câmeras ligadas direto ao computador. Seguindo em minha saga, depois de ficar uma hora esperando, pq a certidão de nascimento tb é muito antiga e tá toda errada, fui encaminhada pra outra fila, para tirar.... A foto!!! E tá que penteia cabelo, retoca o lápis, o pó p tirar o brilho da pele e pensa na melhor maneira de ficar pra não parecer que vai matar um, com aquela cara séria de foto 3 x 4.
Chamam minha senha, sou eu... Fui lá, me ajeitei toda, arregalei o olho com medo de piscar na hora do flash e ensaiei um sorrisinho pra não parecer que tava com ódio de ng.
Vem aquela câmera em cima da gente, fica encostada na nossa cara, ampliando nossos defeitos a décima potência.
Hj peguei a fatídica identidade, fui com medo olhar o resultado... Enfim, a gente vê que não basta nossos defeitos ampliados e distorcidos, tá uma droga de foto escura, uma boca de poker face p causa da idéia idiota de dar um sorrisinho, e o cabelo fora de lugar pq penteou sem olhar no espelho... Bom pelo menos posso viajar em paz, aquela distorcida da foto sou eu mesma, não mais com 18 anos e se alguém achar q não sou a da foto vou ate ficar feliz... Fiquemos com o lado bom, qdo a gente ia no fotógrafo, ainda ficava com 12 cópias das fotos horrendas, agora pelo menos é uma só. O lado ruim é que tá na identidade e vai ter q usar pelo resto da vida, ou pelo menos até alguem achar q já não to parecendo com o retrato. Tomara que seja logo...kkkk Ou não, vai que piora!!!
terça-feira, 19 de julho de 2016
Sobre demissão e as crises que vem de fora...
Passei duas vezes por isso na vida. Na primeira estava há uns 5 anos na empresa e estava adoecida, mas não percebia. Naquele momento o que parecia um mal, foi o início de novas experiências fantásticas, novas oportunidades, tempo de conhecer os verdadeiros amigos e conhecer outras pessoas incríveis. Na segunda, eu até já queria sair pra iniciar uma nova etapa da minha vida, mas faltava coragem. E qdo aconteceu foi o sinal de que eu precisava mesmo mudar. Mais uma vez. E aqui estou eu. Mudei completamente. Casei, mudei, e sigo me reinventando e descobrindo potenciais que não utilizava antes, sendo testada na minha coragem. Nas 2 vezes que vivi isso fui atropelada por circunstâncias institucionais, mas sempre se mostrou uma coisa boa, pra viver tantas outras coisas depois. O importante é não se deixar estagnar nunca, e se vier o chacoalhao, por mais que seja atordoante no começo, e sempre sinal de que tem mais pra ser vivido, de outras formas e pode ser muito melhor.
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Divagações de 2014...
Algumas coisas a gente aprende na vida, e se eu pudesse dar conselhos com base nessa experiências, nessas percepções, para as pessoas que gosto seriam mais ou menos assim:
Nunca, em hipótese alguma conte a ingenuidade alheia, com a burrice do outro, com a falta de percepção do outro. Subestimar os que estão ao nosso redor é a atitude mais burra que uma pessoa pode ter.
Outra coisa é, por mais impuro que seja o ambiente, ele só te contamina se vc permitir, princípios e valores vão conosco aonde quer que estejamos.
Toda situação tem várias perspectivas, e geralmente não conseguimos enxergar todas, por isso mesmo nem sempre conseguimos ver que muitas vezes exageramos ao observar, seja o lado ruim, seja o lado bom das coisas...
Todo mundo pode achar que a grama do vizinho é mais verde, mas tem que lembrar que o vizinho tb acha a sua grama mais verde que a dele, ou seja, ng nunca está satisfeito com o que tem, pq ng consegue ver bem a situação vivida, justamente por estar nela.
Ninguém precisa desejar o que é do outro, ninguém precisa ter medo de perder nada. Inveja e insegurança são péssimas conselheiras e geralmente só fazem a criatura fazer mais besteiras do que acertar, e justamente por isso se expor de forma negativa, depondo contra si mesmo nas mais variadas situações.
Auto estima me parece ser muito diferente de auto afirmação. Quem tem auto estima, não precisa se auto afirmar o tempo todo, na verdade não sente a menor necessidade disso. Por isso, experimentar se auto aprovar e parar de se torturar por tudo, faz um bem enorme e liberta da necessidade de querer mostrar pra todo mundo o quanto vc se ama e não se importa com a opinião de ninguém (quando é justamente o contrário)...
Pra mim, ser feliz não tem nada a ver com estar eufórico o tempo todo. Eu até desconfio que na euforia tem uma coisa meio sofrida, sei lá, me passa isso, um desepero por uma felicidade que se quer alcançar, mas não se sabe onde. Ser feliz, me parece muito mais, com conseguir estar em paz...
E finalmente (para esse momento), Amor é muito diferente de paixão. Amor é amor, a gente ama, simplesmente ama, pais, amigos, pessoas que mal conhecemos mas nos despertam sentimentos lindos, parceiros da nossa vida... Paixão não. Paixão pra mim é um estado inebriante, mas absolutamente egoísta, insano, inseguro, que justamente por trazer tanta inquietação não foi feita pra durar.
Sobre a saudade...
Estranhos são os sintomas de saudade. Sinto saudades de quem
está longe, família, amigos, meus lugares favoritos, os cheiros nos cafés
preferidos, andar nas mesmas ruas, ver a mesma correria. Há momentos em que a
saudade aperta tanto que angustia.
Mas de todos os sintomas dessa estranha saudade, palavra tão
diferenciada que só existe na nossa língua portuguesa, o mais estranho é sentir
saudade de mim mesma.
Saudades de falar besteiras à vontade e sem preocupação, de
ter frouxos de risos, vendo que causei grandes risadas também. Saudades daquela
doce liberdade de sermos apenas nós mesmos.
Parece que quando somos estranhos em ninhos alheios, estamos
sempre estudando a melhor frase, o melhor sorriso, aterroriza o medo da
inadequação. E esses momentos geram reações antagônicas. Um encolhimento de
nossas ações, palavras e trejeitos, pelo medo da rejeição, ou a explosão de
todos eles, numa metralhadora giratória, na primeira oportunidade onde sentimos
poder nos expressar.
Em ambos os casos, o resultado é catastrófico. Numa nos
sufocamos, na outra nos arrependemos. E dói. Se encaixar dói. Dói ser alguém que sente tantas coisas, dói ser um poço de sentimentos.
Dói sentir saudade.
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