sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Há momento na vida que são tão intensos de emoção, de tanta turbulência interior, quase uma implosão. Na maioria das vezes, pelo menos no meu caso, são momentos onde no exterior, no que acontece à volta, está tudo meio parado. Parece que nada acontece e a vida vive em compasso de espera.
Nada mais angustiante pra mim, uma ansiedade enlouquecedora, cheia de medo do que não conhece, do futuro, daquilo que não há como controlar.
Todas as vezes que vivi esses momentos, foram períodos que antecediam mudanças muito grandes, e parecia que eu precisava compreender alguma coisa antes de passar para a próxima etapa.
Estou novamente num momento desses, envolvida sim, com uma série de mudanças, mas de repente, a vida inteira, e tudo que parecia um tanto estável, desmoronou, trazendo muito mais inquietação do que já havia.
Tudo o que se fez e principalmente o que se deixou de fazer desfila pela mente.
E aí, como saber o que fazer? O que há de novo pra aprender? O que esperar? E muito mais importante: Como esperar?
Sobre discursos e visões do mundo e de si...
Achei esse texto na internet. Está com o link e devida autoria creditada. Mas ele na época me chamou a atenção, justamente por evidenciar, como na maioria das vezes, quando uma pessoa julga a outra, critica, calunia, ela está falando muito mais de si mesma e de sua visão de mundo, do que necessariamente sobre a outra pessoa. Os julgamentos sobre o outro evidenciam a mesquinhez, e todas as pobrezas de espírito que a pessoa, deve ter muita dificuldade de ver em si, e de trabalhar na melhoria.
http://www.gostodeler.com.br/ materia/12990/ o_discurso_sobre_o_outro_fala_m ais_sobre_si.html
A nossa batalha começa e encerra em nós mesmo e achamos que é no outro. Se observar, vai perceber que cada pessoa pensa e fala sobre as outras, de acordo com o que ela entende sobre si (...)Inclusive, uma das formas mais fáceis de perceber a imagem interior de alguém é exatamente nas atitudes, nos discursos e na forma de enxergar o outro. É dessa forma que as pessoas falam o tempo todo sobre si, e muitas vezes falam mal, muito mal...
(...)O conflito não é com o outro, é consigo. O outro é apena a "bola da vez".
Retirei alguns trechos, mas vale ler o texto todo... Muito bom!!!
Retirei alguns trechos, mas vale ler o texto todo... Muito bom!!!
Escrevi esse texto há mais de dois anos para um projeto de blog entre amigas. O projeto não rolou, mas o texto acabou virando nota no meu Facebook. Tanta coisa mudou depois dele, mas ele me fez retomar um prazer antigo: escrever...
Texto para o Blog "Panelinha"
Estou eu aqui, domingo à tarde, pensando em escrever alguma coisa sobre a realidade feminina...
Mas nossa, é muita coisa... Então a gente acaba sempre focando naquilo q mais aflige a todas nós, especialmente depois de certa idade: Relacionamentos.
Eu pensei nisso depois q lembrei de um momento absolutamente machista de um amigo meu, comentando sobre a série Sex and the City ( e ele nem sabia que eu era DOIDA pela série): “Pô, coisa mais chata, só mulher encalhada deve gostar disso”.
Diante desse comentário, obviamente me calei. Mas, em sendo, mulher, e encalhada, me pus a pensar... Putz, e não é que é mesmo? Mas como nunca fui uma pessoa conformada com nada, imediatamente fiz um contraponto: Porque encalhadas? Porque parece q o mundo exige tanto das mulheres?
Temos que ser as bonequinhas do papai quando criança, lindas, malhadas, excelentes profissionais, ser delicadas porque homens odeiam mulheres fálicas (é a gente faz análise p se entender), equilibradas, casar antes dos 30 para não receber a alcunha de “encalhada”, e casando ter logo filhos, p ninguém pensar que o problema é nosso, nós que não podemos engravidar. E tendo filhos o ciclo recomeça, eles tem q ser lindinhos, fofinhos, super educados, tirar boas notas, etc, etc...
Depois disso tudo a gente só pode pensar uma coisa, a gente vive cansada, não é pq a gente trabalha mais que os homens para ganhar menos, não é apenas isso... É pq crescemos sendo exigidas, cobradas e sim, o mundo é cruel.
O pior disso tudo que não basta ser linda, malhada, usar mega hair p ficar mais sexy, unha de porcelana, perfumes e maquiagens carésimos... A gente atrai os meninos, a gente sai com os meninos... Mas e os meninos? Os meninos... Não querem absolutamente nada!!!
Parece que em todos esses anos pós revolução feminina (ainda penso se isso foi realmente um bom negócio...) esqueceram de fazer uma revolução masculina, incluindo aulas de: Como respeitar a mulher moderna... Liberdade sexual, não significa que as mulheres não querem mais uma casinha com cerca branca... Porque para os homens tem mulher de sobra, fazendo qq coisa p ter um espécime masculino, e eles estão feito o Brasil, deitados eternamente em berço esplêndido, só mudando a companhia...
Mas e aí? O que fazemos nós????? Que já sabemos que a máxima: “Ruim com eles, pior sem eles” é absolutamente verdadeira???
Bom, Mônica Martelli, já deu a dica: Os homens são de marte...
Os bons devem estar lá... Mas se você como eu não dispõe um foguete que fazemos???
Sinceramente??? Acho que nada... Vamos todas pegar “Sob o sol da Toscana” na locadora (isso denuncia idade) e ver que se ao cuidarmos do jardim, as joaninhas vem até nós.
Precisamos continuar acreditando que somos hoje, melhores que ontem e por isso estamos, ao invés de encalhadas, mais maduras sim, mas também “melhoradas” em todos os sentidos, e merecendo cada vez mais alguém que nos reconheça como tal...
Fácil não é, eu bem que sei... Mas... Tem opção???
Cristiane de Freitas Antunes
Mas nossa, é muita coisa... Então a gente acaba sempre focando naquilo q mais aflige a todas nós, especialmente depois de certa idade: Relacionamentos.
Eu pensei nisso depois q lembrei de um momento absolutamente machista de um amigo meu, comentando sobre a série Sex and the City ( e ele nem sabia que eu era DOIDA pela série): “Pô, coisa mais chata, só mulher encalhada deve gostar disso”.
Diante desse comentário, obviamente me calei. Mas, em sendo, mulher, e encalhada, me pus a pensar... Putz, e não é que é mesmo? Mas como nunca fui uma pessoa conformada com nada, imediatamente fiz um contraponto: Porque encalhadas? Porque parece q o mundo exige tanto das mulheres?
Temos que ser as bonequinhas do papai quando criança, lindas, malhadas, excelentes profissionais, ser delicadas porque homens odeiam mulheres fálicas (é a gente faz análise p se entender), equilibradas, casar antes dos 30 para não receber a alcunha de “encalhada”, e casando ter logo filhos, p ninguém pensar que o problema é nosso, nós que não podemos engravidar. E tendo filhos o ciclo recomeça, eles tem q ser lindinhos, fofinhos, super educados, tirar boas notas, etc, etc...
Depois disso tudo a gente só pode pensar uma coisa, a gente vive cansada, não é pq a gente trabalha mais que os homens para ganhar menos, não é apenas isso... É pq crescemos sendo exigidas, cobradas e sim, o mundo é cruel.
O pior disso tudo que não basta ser linda, malhada, usar mega hair p ficar mais sexy, unha de porcelana, perfumes e maquiagens carésimos... A gente atrai os meninos, a gente sai com os meninos... Mas e os meninos? Os meninos... Não querem absolutamente nada!!!
Parece que em todos esses anos pós revolução feminina (ainda penso se isso foi realmente um bom negócio...) esqueceram de fazer uma revolução masculina, incluindo aulas de: Como respeitar a mulher moderna... Liberdade sexual, não significa que as mulheres não querem mais uma casinha com cerca branca... Porque para os homens tem mulher de sobra, fazendo qq coisa p ter um espécime masculino, e eles estão feito o Brasil, deitados eternamente em berço esplêndido, só mudando a companhia...
Mas e aí? O que fazemos nós????? Que já sabemos que a máxima: “Ruim com eles, pior sem eles” é absolutamente verdadeira???
Bom, Mônica Martelli, já deu a dica: Os homens são de marte...
Os bons devem estar lá... Mas se você como eu não dispõe um foguete que fazemos???
Sinceramente??? Acho que nada... Vamos todas pegar “Sob o sol da Toscana” na locadora (isso denuncia idade) e ver que se ao cuidarmos do jardim, as joaninhas vem até nós.
Precisamos continuar acreditando que somos hoje, melhores que ontem e por isso estamos, ao invés de encalhadas, mais maduras sim, mas também “melhoradas” em todos os sentidos, e merecendo cada vez mais alguém que nos reconheça como tal...
Fácil não é, eu bem que sei... Mas... Tem opção???
Cristiane de Freitas Antunes
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